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Transplante de Córnea

O transplante de córnea substitui o tecido corneano doente por tecido doador saudável, restaurando a transparência e a visão. Técnicas lamelares modernas substituem apenas a camada comprometida.

O que é

É a cirurgia em que a córnea doente — opaca, deformada ou descompensada — é substituída, no todo (transplante penetrante) ou em parte (transplantes lamelares), por tecido de doador humano processado por bancos de olhos credenciados.

Indicações

  • Ceratocone avançado sem visão útil com lentes
  • Distrofia endotelial de Fuchs descompensada
  • Ceratopatia bolhosa pós-cirurgia
  • Cicatrizes e leucomas corneanos
  • Perfurações e afinamentos graves
  • Falência de transplante anterior

Como é feita

No transplante penetrante, um trépano remove um botão circular da córnea doente, substituído por botão doador suturado com fio de náilon 10-0. No DALK, remove-se o estroma preservando a membrana de Descemet e o endotélio do receptor. No DSAEK/DMEK, uma fina lamela endotelial do doador é inserida por microincisão e fixada com bolha de ar, sem suturas no enxerto.

Técnicas

  • Transplante penetrante (PK)
  • Transplante lamelar anterior profundo (DALK)
  • Transplante endotelial DSAEK
  • Transplante endotelial DMEK
  • Ceratoplastia assistida por laser de femtossegundo

Preparo pré-operatório

  • Inscrição na fila do banco de olhos
  • Exames de superfície e tomografia corneana
  • Controle de inflamação e pressão intraocular
  • Avaliação clínica pré-anestésica
  • Documentação e consentimento para transplante

Recuperação

O uso disciplinado de colírios corticoides por muitos meses é indispensável para prevenir rejeição. No transplante penetrante, as suturas são retiradas gradualmente entre 12 e 18 meses, quando o grau final é definido; astigmatismo residual é comum e pode requerer óculos, lentes ou correção adicional. Nos transplantes endoteliais, a visão recupera em semanas. Traumas oculares devem ser evitados para sempre no olho transplantado.

Riscos e cuidados

  • Rejeição do enxerto
  • Astigmatismo elevado pós-operatório
  • Falência primária ou tardia do enxerto
  • Glaucoma induzido por corticoide
  • Infecção
  • Deiscência de sutura por trauma

Perguntas frequentes

Quanto tempo dura a fila do transplante?

Varia conforme a região e a disponibilidade de doadores. Casos de urgência, como perfurações, têm priorização definida por critérios técnicos do Sistema Nacional de Transplantes.

Como sei se estou rejeitando o transplante?

Os sinais de alerta são vermelhidão, dor, fotofobia e queda da visão. Diante de qualquer um deles, procure seu cirurgião imediatamente: a rejeição tratada precocemente costuma ser revertida.

O transplante dura para sempre?

Muitos enxertos duram décadas. A sobrevida depende da doença de base, do controle da inflamação e dos cuidados contínuos. Um novo transplante é possível em caso de falência.

Avaliando transplante de córnea?

Converse com um especialista em São José do Rio Preto — a indicação é sempre individual.

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